Independentemente de ser colocada em prática uma intervenção da cúpula nacional do PT no partido no Rio Grande do Sul, visando a construção de palanque único para Lula no Estado, que envolve o apoio à pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT), o estrago já está feito. O clima entre PT e PDT em solo gaúcho azedou e, no caso de eventual parceria, especialmente forçada, é pouco provável que petistas entrem de corpo e alma na campanha da trabalhista.
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Até aqui, dirigentes e lideranças vinham se esforçando para manter o tom ameno em manifestações públicas. Mas o impasse e a permanência da incógnita, que se arrasta por meses, definitivamente pesaram. O cenário ficou claro nas declarações do presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Júnior, e do coordenador da pré-campanha de Juliana, Vieira da Cunha, à jornalista Flavia Bemfica, do Correio do Povo. Em resumo, ambos sustentaram que a decisão sobre a retirada da pré-candidatura de Edegar Pretto ao Piratini caberá à instância nacional do PT, reclamaram da demora na definição e da falta de contato de dirigentes gaúchos com os trabalhistas. “Na verdade, a discussão não é nossa, ela é nacional. E o prazo para a decisão deles já passou. O nosso desconforto é em função disto. Estamos ainda aguardando a palavra final do PT, que era para ser na segunda-feira (30), e não foi”, disse Bolzan em uma das falas incisivas. Rapidamente a reportagem repercutiu entre petistas, que ficaram desconfortáveis, para dizer o mínimo. Clima promissor para uma eventual aliança ainda no primeiro turno.
