O presidente Lula (PT), considerado um gigante no campo da política, parece ter ficado fora de forma durante o tempo em que ficou apartado do poder. Em manifestação em São Bernardo do Campo (SP), uma de suas principais bases eleitorais, o petista falou obviedades. Ele reconheceu que sua base no Congresso não é suficiente para aprovação de projetos e que, por isso, o governo precisa conversar com adversários.
“A esquerda toda tem no máximo 126 votos, isso se ninguém faltar. Mas, para votar uma coisa simples, precisamos de 257. Precisa passar o tempo inteiro conversando para aprovar uma coisa. Tem que conversar com quem não gosta da gente, com quem não votou na gente”, disse Lula. Que o Planalto não conta com apoio sequer para garantir o aval a uma proposta simples, está claro desde os primeiros dias de sua administração, em um cenário que vem ficando cada vez mais complexo.
Além disso, conversar com adversários é necessário para a sobrevivência, sim, mas também imprescindível em uma democracia. Sobre a base, é uma praxe os aliados de ocasião, que, portanto, não compartilham das mesmas bandeiras do governo.
