Taline Oppitz

Continuidade da enchente em bairros de Porto Alegre é debatida pelo MP

Encontro buscou compreender as dificuldades para retirada de água de alguns pontos da Capital

Bairro Sarandi na manhã de domingo, 26 de maio
Bairro Sarandi na manhã de domingo, 26 de maio Foto : Camila Cunha / CP Memória

A continuidade da inundação em bairros e ruas de Porto Alegre, há mais de 20 dias, e que levou a uma série de protestos de moradores, nesta segunda-feira, foi pauta de reunião entre representantes de membros do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), do Ministério Público Federal (MPF), do comando do Departamento Municipal de Águas e Esgotos (Dmae) e da Procuradoria-Geral do Município.

A intenção foi compreender em detalhes as dificuldades para a retirada da água de alguns pontos da Capital, que está deixando milhares de pessoas fora de suas casas. Como nos casos do Sarandi, Humaitá e Vila Farrapos.

O procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, que tem a atuação marcada pelas pautas ambientais, destacou a importância de que o DMAE aponte, principalmente para a população diretamente atingida pela inundação, um horizonte sobre a possibilidade de retorno para suas residências, assim como a previsão da reabertura de empresas que estão na mesma situação.

O procurador-chefe do MPF no Estado, Felipe Muller, salientou que é preciso um entendimento do que precisa ser feito para que o Estado volte a funcionar.

O diretor-geral do DMAE, Maurício Loss, falou sobre as dificuldades do órgão em resolver o problema de muitos bairros. Segundo Loss, se o tempo colaborar, a previsão é a de que a situação nestes locais se normalize em algumas semanas. Na segunda-feira o Dmae instalou uma bomba flutuante na região do Humaitá para reforçar a retirada de água do local, onde já estava em funcionamento a Ebap 5.