Após as negativas da Colômbia e da Argentina, em função da pandemia e de crises sociais, o Brasil sediará a Copa América. Ironicamente, os três países estão entre as nações com pior controle da pandemia no mundo. “O governo brasileiro demonstrou agilidade e capacidade de decisão em um momento fundamental para o futebol sul-americano’, disse o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez. A reação interna no Brasil foi imediata e majoritariamente contrária. Ainda no início da polêmica, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), puxou para si e para o Rio Grande do Sul, desnecessariamente, a polêmica que não envolvia o Estado, que não constava entre os cotados para sediar os jogos. E além dela, o desgaste. O discurso inicial de Melo era o de que trabalharia para viabilizar partidas na Capital. Mas esqueceu de combinar com os russos.
Ao longo do dia a postura do prefeito mudou radicalmente, em função do cenário negativo, e, em respostas à enxurrada de críticas na redes sociais, afirmou categoricamente que a Copa América não seria realizada em Porto Alegre. Em nota, no meio da tarde, o governador Eduardo Leite (PSDB), classificou como inoportuna e inconsequente a realização da Copa América no Rio Grande do Sul. “Precisamos concentrar esforços no enfrentamento à pandemia e, nesse contexto, é inadequado que a competição ocorra aqui, mesmo sem público nos estádios", disse. Leite destacou ainda que não houve nenhum contato da CBF e da Conmebol para tratar da Copa América. Além do Rio Grande do Sul, Pernambuco e Rio Grande do Norte também sustentaram não ter condições de receber um evento desse porte em meio à pandemia do novo coronavírus.
