As vitórias expressivas de Davi Alcolumbre (União Brasil) e Hugo Motta (Republicanos), respectivamente na presidência do Senado e da Câmara dos Deputados, neste sábado, consolidaram o êxito das articulações do Centrão no Congresso Nacional.
Uma demonstração, como citei na última coluna, é que os dois candidatos, praticamente de consenso como pode ser verificado, chegaram aos cargos após ampla articulação que ultrapassou as barreiras ideológicas.
Fato. Tanto que ambos tiveram o apoio do PT e PL, partidos que têm polarizado a política nacional, leia-se Lula e Jair Bolsonaro. Um exemplo é que logo após a vitória, Alcolumbre recebeu a ligação de ambos.
Claro que esses apoios também vieram com a divisão de espaços. Em entrevista, por exemplo, o senador Flávio Bolsonaro (PL), ao ser questionado sobre a razão de o PL apoiar Davi Alcolumbre ao invés de ter candidatura própria, respondeu que o partido precisava estar na Mesa Diretora para conseguir espaço.
Independentemente das articulações feitas, agora o poder está nas mãos deles.
Ambos passam a ter o poder de decidir quais projetos deverão ser votados. Isso impacta os interesses do Executivo.
Porém, há outros pontos mais polêmicos.
Por exemplo, o presidente da Câmara decidir aceitar ou não pedidos de impeachment do presidente da República. No caso do presidente do Senado é a quem cabe convocar sessões extraordinárias para tratar de temas graves, como eventuais intervenções federais.
