O primeiro turno das eleições ocorrerá em 13 dias, e até aqui, não houve nenhum encontro, em debates, entre os dois principais candidatos ao Planalto. Lula (PT), que tenta a reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL), não têm interesse na exposição viabilizada pelos confrontos, que podem acabar evidenciando especialmente fragilidades.
No caso de Lula, o temor é o fato de que certamente se tornará alvo simultâneo dos adversários. Fica mais fácil se manter na zona de conforto, focando as energias nos programas eleitorais de rádio e TV, que são monólogos, e em encontros com as presenças de aliados, apoiadores e militantes, nos quais as narrativas apresentadas e discursos proferidos não são questionados.
Na disputa de 2022 pela presidência da República, os então candidatos Lula e Jair Bolsonaro estiveram frente a frente em um debate no primeiro turno e em dois no segundo turno. À época, a pauta da corrupção ganhou destaque com Bolsonaro explorando os escândalos do mensalão e do petrolão e Lula os episódios de suspeitas de desvios no Ministério da Educação, na compra de vacinas, rachadinhas e orçamento secreto.
Em 2018, a eleição presidencial foi atípica em função do atentado contra Bolsonaro, que foi esfaqueado durante ato em Juiz de Fora, em Minas Gerais, no dia 6 de setembro. No primeiro turno, antes do atentado, Bolsonaro e Fernando Haddad, então candidato do PT, compareceram a debates em momentos distintos e não se encontraram. Após sofrer o atentado, Bolsonaro, por ordens e recomendações da junta médica, não compareceu a nenhum dos cinco debates seguintes realizados no primeiro turno. No segundo turno, não foram realizados confrontos.
