Taline Oppitz

Decreto do governo gaúcho gera polêmica imediata

Medida extingue a obrigatoriedade do uso de máscaras para menores de idade

Obrigatoriedade segue valendo para maiores de 12 anos em locais fechados em todo Estado
Obrigatoriedade segue valendo para maiores de 12 anos em locais fechados em todo Estado Foto : Maria José Vasconcelos / Especial / CP

Editado neste sábado, o novo decreto do governo gaúcho em relação aos protocolos sanitários sobre o uso de máscaras deflagrou polêmica imediata. O texto extingue a obrigatoriedade do uso de máscaras para menores de idade. Na prática, a iniciativa, já publicada no Diário Oficial, torna o uso do item de proteção não mais obrigatório, apenas recomendado. A obrigatoriedade segue valendo para maiores de 12 anos em locais fechados em todo o Rio Grande do Sul. Até aqui, os decretos estaduais anteriores observavam a orientação prevista em legislação federal de fevereiro de 2020.

“Vimos pouca disposição do governo federal de revisar o plano. Por isso, pedi para a PGE fazer uma revisão do seu parecer e assim, com base nas determinações da Secretaria Estadual de Saúde, e após isso, conseguimos segurança jurídica para recomendar o uso de máscara para crianças até 12 anos. A partir dessa idade, o uso se torna obrigatório. É a nova regra que vale no Estado”, disse o governador Eduardo Leite (PSDB). A decisão ocorre em meio ao andamento do calendário da vacinação pediátrica contra a Covid, ainda incompleto, com diversas crianças imunizadas com apenas a primeira dose, e após apenas uma semana de aulas integralmente presenciais. A flexibilização neste momento é adequada, oportuna, mas, o mais importante, segura? O tempo dirá.

Enquanto isto, o decreto se tornou pauta de debate público e nos grupos de WhatsApp integrados por pais. Assim como no caso da própria vacinação, o uso de máscaras, desde o início, está marcado por amplo viés político e ideológico, deixando, em muitas situações, as descobertas científicas em segundo plano. Os efeitos da flexibilização, como representa apenas uma recomendação, levarão ainda as escolas a terem de decidir se manterão a obrigatoriedade ou não. De resto, caberá às famílias abandonar o uso de máscaras pelos pequenos ou manter seu uso, por garantia.