Por unanimidade, a primeira Turma do Supremo decidiu, nesta segunda-feira, pela manutenção da prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL), preso no sábado. Os principais motivos citados na decisão do ministro Alexandre de Moraes foram a violação da tornozeleira eletrônica e a organização de uma vigília próxima à residência de Bolsonaro, chamada pelo filho Flávio.
Nesta segunda-feira também foi encerrado o prazo para a apresentação de recursos na Primeira Turma, o que representa mais uma etapa do processo relativo à tentativa de golpe de Estado, considerando o núcleo central, integrado por Bolsonaro. A próxima será a manifestação sobre os recursos e o trânsito em julgado, o que levará à determinação do cumprimento da pena, no caso do ex-presidente, 27 anos e três meses de prisão.
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A segunda-feira foi marcada ainda por uma reunião ampliada na sede nacional do PL. Além de dirigentes e lideranças do partido, participaram do encontro a ex-primeira-dama Michelle, e os três filhos do ex-presidente que estão no Brasil: o senador Flávio, e os vereadores do Rio, Carlos, e de Florianópolis, Renan. Entre os objetivos da reunião, estava a definição sobre as próximas ações e manifestações em torno da situação do ex-presidente e o alinhamento na retomada da pressão pela votação da anistia.
Um dos desafios será conter os movimentos e investidas do clã de Bolsonaro, que tem integrantes não raro incontroláveis e que têm causado sucessivos problemas e agravado a situação do pai. Um dos destaques neste quesito é Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA desde fevereiro, sem exercer o mandato de deputado federal, em busca de sanções ao Brasil.
Mais recentemente, em função do vídeo em que convocou a vigília, Flávio também garantiu seu lugar de destaque. Em tempo: no âmbito das definições que precisam ser tomadas, está o nome para 2026, que, ao que tudo indica, não ficará restrita ao clã Bolsonaro.
