Taline Oppitz

Disputa acirrada pela segunda vaga

Migração de votos é incógnita


A três dias do primeiro turno das eleições, no domingo, Manuela D'Ávila (PCdoB) é considerada por adversários presença garantida no segundo turno e o entendimento é de que a briga é pela segunda vaga. A saída de José Fortunati (PTB) da corrida eleitoral, estreitou a queda de braço entre Sebastião Melo (MDB) e Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que na própria quarta-feira, dia da renúncia, já elevaram consideravelmente o tom das críticas. Os três apareciam com índices muito próximos nas últimas pesquisas divulgadas antes do revés no mapa eleitoral em Porto Alegre. O PTB declarou apoio a Melo. Fortunati estava neutro, mas ontem pela manhã, cerca de 24 horas após a renúncia, se manifestou em vídeo pedindo voto para o emedebista. “Foi meu vice, conhece a cidade e está preparado para ser prefeito. É hora de Melo”, disse o petebista, reforçando o pedido de apoio aos candidatos proporcionais de seu partido. A participação de Fortunati na campanha majoritária, no entanto, ficará restrita à gravação. Em entrevista ao programa ‘Esfera Pública’, da Rádio Guaíba, ele afirmou que irá se dedicar a agendas apenas de proporcionais dos partidos que integravam sua coligação.

Pesquisas qualitativas realizadas pelas coligações em meio ao imbróglio jurídico apontavam que, no caso de recuo de Fortunati, seus votos acabariam divididos, especialmente, entre Melo, Marchezan e Manuela. A forma como se dará o empenho nestes dias finais, do PTB, partido acostumado a mobilizar as bases de forma eficiente, não apenas em época eleitoral, pode fazer diferença em favor do emedebista. O tempo, no entanto, é curto, e o êxito, ou não, na transferência de votos será conhecido apenas na noite de domingo, com o veredicto incontestável das urnas.