*Flavia Bemfica/Interina
Ante a possibilidade concreta de novos eventos climáticos extremos, e após ‘apanhar’ dos adversários por quase duas semanas e ver os estragos causados pelas chuvas e as falhas nos sistemas de alerta invadirem a pré-campanha eleitoral, o governador Eduardo Leite (PSD) convocou uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira, 27. Para o evento, chamou reforços. Entre eles, os prefeitos de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), e de Alvorada, Douglas Martello (PL), que preside a Granpal, além de secretários e técnicos do governo. Eles se revezaram por mais de uma hora ao microfone antes das perguntas serem abertas. Leite fez uma fala irretocável sobre a importância do desenvolvimento de uma ‘consciência climática’, para que todos compreendam que o comportamento do clima pode se alterar muito rápido. Reconheceu esforços de todas as esferas de governo. E projetou que conviveremos com esta realidade “talvez para sempre”. Mas o fato é que quem recebe prognósticos imprecisos não consegue, em meio ao desespero, lembrar da ONU, das diferenças entre os modelos europeu e americano, ou que tudo envolve cálculos matemáticos complexos.
Um dos primeiros a se pronunciar, Melo admitiu que faltam sistemas adequados de macro e microdrenagem na Capital. O prefeito voltou a citar o que, no seu entendimento, seriam responsabilidades do governo federal. Disse que o Brasil precisa criar uma taxa de drenagem urbana. Falou do adensamento urbano, das moradias em áreas de risco, do crescimento desordenado. Das flexibilizações propostas e aprovadas no novo Plano Diretor da cidade, não falou.
