Os candidatos ao governo gaúcho se encontram nesta quarta-feira, a partir das 13h10, em debate promovido pela Rádio Guaíba, Correio do Povo e Amrigs. Participam do confronto, Edegar Pretto (PT), Eduardo Leite (PSDB), Luis Carlos Heinze (PP), Onyx Lorenzoni (PL), Ricardo Jobim (Novo), Roberto Argenta (PSC), Vicente Bogo (PSB) e Vieira da Cunha (PDT).
Diferentemente do debate entre os candidatos ao Senado, realizado na última quarta-feira, no qual a forte polarização nacional não contaminou as discussões, o encontro de hoje deve ser marcado, por parte dos candidatos, pela vinculação com presidenciáveis, especialmente Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
A proximidade de postulantes ao governo gaúcho com os candidatos ao Planalto será explorada, principalmente por Onyx, que foi ministro de diversas pastas no governo Bolsonaro e é considerado pelo próprio presidente um “curinga”, e por Pretto, que também usa como estratégia política a vinculação com Lula.
Ambos visam ser beneficiados pela popularidade dos presidenciáveis que polarizam a disputa. Com ela, porém, também vem a rejeição enfrentada pelos dois. Heinze, também próximo de Bolsonaro e amigo pessoal do presidente, deve mencionar a proximidade, mas, oficialmente, o candidato de Bolsonaro por aqui é Onyx.
Como de praxe, o último gestor do Piratini deve se tornar o alvo preferencial dos adversários. Leite defenderá as ações de sua administração, mas certamente será cobrado não apenas por iniciativas como a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, mas também pela renúncia e pelo episódio da solicitação da pensão de ex-governador, decisão da qual recuou devido à repercussão negativa.
Como nacionalmente será a primeira vez na história do partido em que o PSDB não tem candidato próprio à presidência da República, a nacionalização não deve ser uma tática prioritária do tucano.
Falem de propostas, candidatos
Espera-se que, em respeito aos eleitores, os candidatos ao Piratini aproveitem o debate desta quarta-feira para priorizar a apresentação de propostas em áreas essenciais, como saúde, educação, segurança e geração de empregos. Os temas pautaram as manifestações dos sete concorrentes ao Senado na última semana, quando questões ideológicas acabaram vindo à tona em poucos momentos e ficaram em segundo plano. Quem ganhou foram os eleitores.
