Ainda em meio aos danos e impactos das enchentes históricas que castigaram a Capital e municípios gaúchos, e a dez dias do primeiro turno, o Rio Grande do Sul vive novo episódio de chuvas em alto volume, ventos, granizo e inundações. Com o cenário, a pauta das enchentes, que conta com lugar cativo nas eleições deste ano no Estado, foi explorada de formas distintas pelos principais candidatos à prefeitura de Porto Alegre nesta quinta-feira.
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Sebastião Melo (MDB), por óbvio, focou na atuação como prefeito da cidade e usou as redes sociais para informar, pessoalmente, em vídeo, as ações do Executivo para mitigar os transtornos.
Maria do Rosário (PT), que protagoniza a polarização com Melo na Capital, não alterou a agenda previamente definida. Foram mantidas gravações no estúdio e a preparação para o debate na noite de hoje na Rede Pampa. Os programas eleitorais de rádio e TV não foram alterados para incluir imagens dos alagamentos desta quinta-feira. Rosário, no entanto, abordará a situação em entrevistas e debates.
A candidata do PDT, Juliana Brizola, inicialmente, repostou imagens dos efeitos das chuvas. Horas depois, no entanto, foi publicado nas redes um vídeo com imagens de alagamentos em bairros como Humaitá, Sarandi, Floresta e Cidade Baixa. Na legenda, a trabalhista escreveu: “Mais um dia de medo em Porto Alegre”. O texto menciona ainda que após mais de cinco meses das enchentes, ações preventivas não foram adotadas.
Felipe Camozzato, do Novo, foi o único adversário de Melo que fez gravação in loco, em uma rua alagada. Camozzato, no entanto, focou a crítica em promessa de Rosário, classificada por ele como demagógica, de recriação do DEP. No final do vídeo, ninguém escapou: “com o Melo alaga, com a Rosário afunda, e com Juliana é só conversa”.
