Taline Oppitz

Em carta, Alceu Moreira fala em 'fidelidade' à coligação de Leite

Presidente estadual do MDB confirmou intenção de concorrer ao Piratini

Na carta, Alceu Moreira faz uma recuperação da sua trajetória política de 50 anos
Na carta, Alceu Moreira faz uma recuperação da sua trajetória política de 50 anos Foto : Joel Vargas | Agência ALRS / CP

O presidente estadual do MDB, deputado federal Alceu Moreira, lançou carta no início da tarde de hoje manifestando o interesse de concorrer ao governo do Estado, na eleição deste ano. No documento de três páginas, ele destaca que se for escolhido, o próximo passo será "o de buscar a reafirmação dos princípios de harmonia e fidelidade à atual coligação de governo, liderada por Eduardo Leite". 

O aceno claro ao governador ocorre no momento em que Leite não esconde a preferência pelo nome do presidente da Assembleia, Gabriel Souza, para seguir o projeto do governo. Além disso, internamente, o partido tem alas que são contrárias a esse alinhamento. 

Em outro trecho cita a necessidade de "se realizar um terceiro ciclo, em sequência, de um governo comprometido com a reestruturação financeira do Estado, ao complementar a dedicação dos governos (José Ivo) Sartori e Leite a este esforço", pontua. Esse discurso de continuidade tem sido utilizado por um grupo que busca garantir a composição da chapa MDB e PSDB, na disputa de outubro. 

O partido trabalha com a realização de prévia, marcada, inicialmente, para o dia 19 de fevereiro. As inscrições vão até o dia 3 de fevereiro. No documento, Alceu Moreira faz uma recuperação da sua trajetória política de 50 anos, e do acúmulo de experiência como gestor e como parlamentar. "Uma carreira construída como vereador, prefeito, secretário de Estado, deputado estadual e federal. Tive a honra de ser eleito por meus pares para presidir a nossa Assembleia Legislativa do RS e a Famurs", cita na carta. 

 

À coluna, ao falar sobre a possibilidade de recuo, Alceu ressalta que na política “tudo é possível” e que pode haver a qualquer momento uma articulação diferenciada. Porém, pontua que a sua pré-candidatura não é recente e que as prévias não vão representar uma guerra. “Não vou brigar contra ninguém”, pontuou.