O presidente estadual do MDB, deputado federal Alceu Moreira, lançou carta no início da tarde de hoje manifestando o interesse de concorrer ao governo do Estado, na eleição deste ano. No documento de três páginas, ele destaca que se for escolhido, o próximo passo será "o de buscar a reafirmação dos princípios de harmonia e fidelidade à atual coligação de governo, liderada por Eduardo Leite".
O aceno claro ao governador ocorre no momento em que Leite não esconde a preferência pelo nome do presidente da Assembleia, Gabriel Souza, para seguir o projeto do governo. Além disso, internamente, o partido tem alas que são contrárias a esse alinhamento.
Em outro trecho cita a necessidade de "se realizar um terceiro ciclo, em sequência, de um governo comprometido com a reestruturação financeira do Estado, ao complementar a dedicação dos governos (José Ivo) Sartori e Leite a este esforço", pontua. Esse discurso de continuidade tem sido utilizado por um grupo que busca garantir a composição da chapa MDB e PSDB, na disputa de outubro.
O partido trabalha com a realização de prévia, marcada, inicialmente, para o dia 19 de fevereiro. As inscrições vão até o dia 3 de fevereiro. No documento, Alceu Moreira faz uma recuperação da sua trajetória política de 50 anos, e do acúmulo de experiência como gestor e como parlamentar. "Uma carreira construída como vereador, prefeito, secretário de Estado, deputado estadual e federal. Tive a honra de ser eleito por meus pares para presidir a nossa Assembleia Legislativa do RS e a Famurs", cita na carta.
Hoje é um dos dias decisivos na minha vida pública . Com a "Carta aos Gaúchos", me coloco à disposição da nossa gente e do meu partido, o MDB, como pré-candidato a governador do Rio Grande do Sul. ⬇ https://t.co/8MF4OC2vm2 pic.twitter.com/JQSCMWSYFk
— Alceu Moreira (@Alceu_Moreira) January 24, 2022
À coluna, ao falar sobre a possibilidade de recuo, Alceu ressalta que na política “tudo é possível” e que pode haver a qualquer momento uma articulação diferenciada. Porém, pontua que a sua pré-candidatura não é recente e que as prévias não vão representar uma guerra. “Não vou brigar contra ninguém”, pontuou.
