Taline Oppitz

Em horário diferenciado, vereadores de Porto Alegre votam Orçamento

Oposição questiona falta de transparência

Sessão ocorre em horário diferenciado em função dos jogos do Brasil na Copa
Sessão ocorre em horário diferenciado em função dos jogos do Brasil na Copa Foto : Ederson Nunes/CMPA/CP

O projeto que determina o Orçamento da prefeitura de Porto Alegre para 2023 deve ser votado na Câmara de Porto Alegre nesta segunda-feira em um horário diferenciado. Isto porque a Casa terá o expediente afetado pelo jogo da Seleção Brasileira na Copa. Nesta segunda-feira, a sessão plenária que aconteceria à tarde será das 9h30 às 12h.

O Orçamento estima as receitas e despesas da cidade em R$ 10,5 bilhões para o próximo ano. Para investimentos estão previstos R$ 822 milhões, enquanto que as principais despesas são com pessoal e encargos sociais, em R$ 5 bilhões, seguidas pelo custeio e serviços, R$ 3,9 bilhões.

A expectativa é de que a proposta seja votada até o meio-dia, mas, se necessário, os trabalhos serão prorrogados até às 15h, informou o presidente da Casa, Idenir Cecchim (MDB).

Oposição questiona transparência

Um dia antes da votação, neste domingo, o líder da bancada de oposição na Câmara, Aldacir Oliboni (PT), criticou a "falta de transparência" da peça. Segundo ele, o projeto não detalha onde serão aplicados os valores em áreas essenciais, como educação e saúde. 

O vereador relembrou que no primeiro ano da gestão de Sebastião Melo (MDB) a secretaria de Educação não investiu o mínimo necessário de 25%. Com a ausência de maiores esclarecimentos no orçamento, Oliboni teme que o governo não cumpra as metas exigidas pela Constituição novamente. 

Além disso, circulam nos bastidores a informação de o que relator do Orçamento, Airto Ferronato (PSB), tenha sido orientado a não aceitar grande parte das emendas da bancada de oposição.

A bancada do Novo, com os vereadores Mari Pimentel e Felipe Camozzato, deve votar favorável ao projeto, uma vez que "o orçamento está adequado à receita". Entretanto, quando a proposta chegou na Casa, Mari fez duras críticas ao projeto enviado por Melo, principalmente no que tangia a educação e mobilidade urbana. Nesta segunda-feira, a vereadora deverá se manifestar.

*Colaborou Flávia Simões