Taline Oppitz

Em meio à reforma ministerial, aliados fazem planos mirando em 2026

Momento frágil do governo tem sido desafio para a reformulação da equipe petista

Atravessando águas turbulentas, governo petista tem encontrado dificuldades para reorganizar os ministérios
Atravessando águas turbulentas, governo petista tem encontrado dificuldades para reorganizar os ministérios Foto : Ricardo Stuckert / PR / CP

Em meio às articulações em torno das trocas que ainda devem ocorrer na reforma ministerial, partidos aliados ao governo começam a analisar os cenários envolvendo a sucessão presidencial de 2026. Apesar do tradicional interesse por cargos, recursos e poder, os tombos na popularidade do presidente Lula (PT) e na avaliação positiva do governo, a mais baixa de seus três mandatos até aqui, acabaram antecipando análises e projeções de dirigentes de partidos da base.

Em maior ou menor grau, há avaliações de que o afastamento, e não a aproximação, será mais benéfico aos próprios planos. O fato de Lula estar em baixa, portanto, tem ampliado o desafio do petista na composição da equipe. Um dos principais focos do Planalto no momento é o PSD, de Gilberto Kassab, que ocupa três ministérios e tem sido um dos partidos aliados mais fiéis considerando votações no Congresso.

Além do PSD, que elegeu 891 prefeitos em 2024 e que tem Ratinho Júnior cotado para a disputa presidencial de 2026, outros parceiros de Lula também têm intensificado ações e planos. É o caso do MDB, que, assim como o PSD, comanda três ministérios.

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Usando como mote a celebração dos 60 anos do partido, que serão completados no dia 24, e os 30 anos da Fundação Ulysses Guimarães, o MDB iniciará uma série de debates nos estados, começando neste mês e se estendendo até setembro, quando será realizado evento nacional para consolidar um documento programático com as diretrizes para 2026. O presidente nacional, Baleia Rossi, que idealizou o movimento com o objetivo de viabilizar consenso em torno de um nome de “centro”, incumbiu o ex-deputado Aldo Rebelo e o ex-senador gaúcho José Fogaça da empreitada de coordenar o processo rodando o país.

Começa avaliação diagnóstica na rede estadual

Iniciou ontem e vai até dia 16, a primeira Avaliação Diagnóstica de 2025 na rede pública estadual. A iniciativa, da secretaria da Educação, visa verificar a situação de aprendizado para auxiliar no planejamento e melhorar a eficiência, adequando estratégias de ensino.

Serão avaliadas habilidades como interpretação de texto e resolução de problemas, por meio de testes de Português e Matemática. A ação abrange estudantes da rede estadual, do 2° ao 9° ano do Ensino Fundamental, e da 1ª a 3ª série do Ensino Médio. Os resultados serão divulgados em até 10 dias úteis após o fim das provas.