Dois anos depois das enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, os governos realizam balanços para marcar a data, citando bilhões investidos, ações e iniciativas colocadas em prática. Avanços aconteceram, mas não no ritmo necessário. O Estado avançou em ações, mas ainda há muito a ser feito.
Os termos reconstrução, readequação e prevenção passaram a integrar o vocabulário dos gaúchos. Uma parte da população ainda luta para retomar a vida, para se reinventar em meio a um cenário cada vez mais desafiador e com previsões como a de um super El Niño neste ano.
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Os eventos climáticos extremos são uma realidade que vêm gerando alertas. Em 2025, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) lançou a publicação “As Enchentes no Rio Grande do Sul – Lições, Desafios e Caminhos para um Futuro Resiliente”. O documento, entre outros pontos, escancarou os desafios que temos pela frente. Segundo a publicação, a mudança climática, em função da atuação do homem, pode tornar episódios como o das chuvas de abril e maio de 2024, duas vezes mais prováveis, aumentando ainda a intensidade das precipitações em cerca de 6% a 9%. E as más notícias não param por aí. O estudo destaca que o Sul do Brasil é a região com maior projeção de aumento de cheias, com estimativas de ampliação de até 20% da magnitude das vazões. As ocorrências de cheias extremas também devem se tornar até cinco vezes mais frequentes na região.
