A pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira, identificou uma queda vertiginosa na aprovação do presidente Lula (PT). De acordo com o levantamento, o petista obteve apenas 24% de aprovação, o menor índice considerando suas três passagens pela presidência da República. Não bastasse o tombo de 11 pontos em dois meses, desde a publicação da última pesquisa, a reprovação do presidente também bateu recorde, passando de 34% para 41%.
Os números já vinham tirando o sono de articuladores e de protagonistas do governo, que tentam esboçar reação à queda na popularidade do petista, e se tornam ainda piores quando analisados nos detalhes. Lula levou um tombo inclusive entre segmentos que compõem seu tradicional eleitorado.
Entre os que ganham até dois salários mínimos, a aprovação caiu de 44% para 29%. Entre os 33% ouvidos com ensino fundamental, a queda foi de 15 pontos, passando de 53% para 38%. A crise na popularidade marca também o cenário em redutos eleitorais históricos de Lula. No Nordeste, o índice dos ouvidos pela pesquisa que consideram o governo ótimo/bom foi de 49% para 33%.
Os números são resultado de uma sucessão de equívocos do governo, que passam pela comunicação, mas não se restringem a ela. Além dos erros de Lula e de outros protagonistas do governo, a atuação da oposição tem sido eficiente, mesmo que com práticas questionáveis, levando ao desgaste da administração.
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Um dos episódios recentes envolveu o Pix. A iniciativa visava maior fiscalização, mas, em função de narrativa emplacada, por meio de fake news, o governo não conseguiu reagir e foi forçado a recuar. Questões econômicas, que podem não ser compreendidas, mas que são sentidas, na prática, como o aumento no preço dos alimentos, também estão sendo decisivas para a piora no desempenho de Lula. O Datafolha ouviu 2.007 eleitores, em 113 cidades, nos dias 10 e 11.
