Taline Oppitz

Evitando responder críticas de Cherini, Onyx defende união da direita

Ex-ministro da Casa Civil deixa o PL e filia-se ao PP nesta segunda-feira

Ex-ministro da Casa Civil e o primeiro nome a articular e aderir publicamente à candidatura de Jair Bolsonaro, ainda em 2017, Onyx Lorenzoni oficializa nesta segunda-feira sua filiação ao PP. O ato ocorrerá às 13h30, na sede do partido, em Porto Alegre.

Com o movimento, o ex-deputado federal projeta disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

Onyx deixa o PL após uma série de rachas no partido, que ele representou na disputa de 2022 ao Piratini, chegando ao segundo turno em primeiro lugar na disputa. Ele passou os últimos três anos estudando gestão pública em Portugal e realizando contatos e articulações com lideranças de direita europeia.

O ex-ministro evitou responder as críticas do presidente estadual do PL, Giovani Cherini, publicadas pela coluna no sábado. “Faço política com seriedade há mais de 30 anos. Nunca mudei de lado. Defendo a direita quando ninguém ousava”, declarou à coluna. E emendou: “Não participo de debates infrutíferos e desnecessários”.

Segundo ele, o objetivo agora é seguir ajudando a construir a unidade da direita no Brasil e no Rio Grande do Sul. Lideranças progressistas avaliam que a entrada de Onyx irá fortalecer o projeto de ampliar a bancada federal gaúcha e consolidar uma frente conservadora no Estado.

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A entrada dele no partido, que visa o protagonismo ao Piratini, mas que vem sendo alvo de investidas do MDB de Gabriel Souza, e do próprio PL, que lançou Luciano Zucco ao governo gaúcho, deve ter reflexos, nas negociações em torno da tentativa de viabilizar uma composição ainda no primeiro turno.

Em tempo: Líder da bancada do PL, na Assembleia Legislativa do RS, Rodrigo Lorenzoni (filho de Onyx) deve receber a liberação do partido para ingressar no PP nesta semana.