A semana será marcada pelos interrogatórios, na primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF), transmitidos ao vivo, dos oito réus que integram o chamado núcleo 1 na ação penal sobre a chamada trama golpista.
Entre os interrogados no âmbito da ação penal, que tem o ministro Alexandre de Moraes na relatoria, estão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu ex-ajudante de ordens, Mauro Cid, delator e peça fundamental na montagem do complexo quebra-cabeças.
Além deles, também serão questionados o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que comandava a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o ex-comandante da Marinha, Almirante Almir Garnier, o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, e o ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno. No caso de Braga Netto, que foi ministro da Defesa e da Casa Civil e também vice na chapa de Bolsonaro em 2022, o interrogatório será realizado por meio de videoconferência. Ele está preso preventivamente desde dezembro de 2024.
- Começa nesta segunda-feira interrogatório dos réus por tentativa de golpe de Estado no STF, confira
- Bolsonaro convoca apoiadores a assistir interrogatório a Moraes, mas diz que “não vai lacrar”
- Moraes nega pedido para suspender depoimentos de réus na ação do golpe
A expectativa em torno dos interrogatórios pode, no entanto, acabar frustrada. Além de contarem com o direito de permanecerem em silêncio, os réus podem ainda solicitar dispensa, por meio de seus advogados, ou ainda não comparecerem.
Os réus foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) dos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado da União.
Os interrogatórios dos réus foram antecedidos da fase de oitiva de testemunhas de acusação e de defesa. No total, foram ouvidas 52 pessoas.
