O esperado anúncio do governo federal, de auxílio financeiro para evitar demissões no Estado, foi feito nesta quinta-feira, pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em fala que antecedeu a do presidente Lula, em Arroio do Meio (matéria na página 3 desta edição). As medidas, no entanto, pelo menos por ora, ficaram aquém das expectativas do Piratini e de entidades empresariais.
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Durante as agendas no Estado, em mais de uma oportunidade, Lula mencionou que a burocracia não pode atrapalhar. “Não basta anunciar, precisamos criar as condições para que as ações cheguem na ponta, para as pessoas”, disse.
Lula reforçou o comprometimento do governo com os gaúchos, refez promessas e destacou ações de suas gestões, incluindo as passadas, como o combate à fome. Sua declaração oficial durou cerca de 22 minutos, bem menos do que em 15 de maio, quando falou por mais de uma hora, em ato em São Leopoldo, com forte viés político e que acabou se transformando em palanque.
Apesar de ter sido bem mais enxuta, a cerimônia de hoje também foi marcada por momentos que flertaram com a campanha eleitoral municipal, que se aproxima, e também com a mais longínqua, de 2026.
Durante as visitas a Cruzeiro do Sul e Arroio do Meio, na quarta visita que fez ao Estado desde o início da tragédia, Lula citou um dizer de sua mãe: “O que os olhos não veem, o coração não sente”. Em se tratando de ter a dimensão da situação enfrentada pelo Rio Grande do Sul, a frase é mais do que verdadeira. Não há foto ou imagem que faça jus à destruição.
