O país vai às urnas neste domingo escolher o presidente da República, governadores, e as novas composições do Congresso Nacional, assembleias legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal. O primeiro turno encerra, em tese, a primeira etapa da campanha mais curta desde 1994, uma das mais polarizadas e uma das mais bélicas da história.
Foram, de lado a lado, ataques sistemáticos, investidas cruéis na vida real e nas redes sociais, perseguições e, inclusive, a barbárie, com assassinatos de militantes. Infelizmente, a apresentação de propostas em áreas que deveriam ser prioridade, tanto para candidatos, seus partidos e coligações, mas também para os eleitores, não vingaram. Projetos e planos de governo ficaram em segundo plano. O tensionamento e o clima acirrado contaminaram também militantes, simpatizantes e, inclusive, ala do eleitorado que não se envolve com a política, como diz o ditado popular, feita com o fígado.
Neste domingo, que deve ser da “festa da democracia” e em que o protagonismo é do eleitor, as diferenças devem ser deixadas de lado. A campanha acabou. Pelo menos por enquanto. O dia da eleição é o de exercer o direito e cumprir a obrigatoriedade de votar. Com responsabilidade, consciência e tranquilidade. As divergências devem ficar no campo das ideias, do debate, das discussões com racionalidade e, acima de tudo, com respeito aos que pensam diferente.
A coluna deseja aos leitores um domingo pacífico e de votos conscientes.
