Dois prazos estratégicos do calendário eleitoral se encerram nesta semana. No dia 3, termina a janela do troca-troca partidário e, no dia seguinte, é a data fatal para a desincompatibilização dos que irão disputar as eleições deste ano. As confirmações das mudanças envolvendo lideranças e parlamentares irão intensificar o fechamento das nominatas proporcionais e alterar consideravelmente a composição de forças na Assembleia Legislativa gaúcha.
Outro impacto será na formação do primeiro escalão do governo do Estado. Diversos secretários farão os balanços de duas gestões nas pastas para deixar os cargos ao longo da semana, até sexta-feira.
A semana também é marcada pela expectativa sobre o anúncio do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em relação ao escolhido para representar o partido na corrida pela presidência da República. Estão no páreo os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e de Goiás, Ronaldo Caiado.
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Outra incógnita que marca o mapa eleitoral no Estado promete desdobramentos: o impasse envolvendo a pressão do PT nacional para a construção de um palanque único para Lula em solo gaúcho. Pelo menos por ora, o PT gaúcho está resistindo, segue reforçando a pré-candidatura de Edegar Pretto e deixou claro que somente haverá recuo forçado por uma intervenção do comando nacional.
Caso o PT gaúcho consiga sustentar o nome de Edegar, o PDT dificilmente terá como viabilizar a pré-candidatura de Juliana Brizola.
A última antes dos desembarques
O governador Eduardo Leite chamou uma reunião do secretariado para esta terça-feira, às 14h. Será a última antes das desincompatibilizações dos que irão concorrer nas eleições de outubro. E pode ser a derradeira dele como governador, a depender da decisão de Gilberto Kassab.
