Candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro corre contra o tempo, sem vice e sem alianças de peso, a poucas horas do fim do prazo legal para a realização das convenções partidárias, que se encerra nesta quarta-feira. Até aqui, Flávio não conseguiu ampliar sua coligação e permanece isolado e com a vaga de vice em aberto.
O maior revés se deu com a decisão do PP, de Ciro Nogueira, pela neutralidade na disputa. A definição impediu o plano de Flávio de ter a senadora Tereza Cristina como vice, em uma articulação considerada estratégica.
Sem o apoio do PP e de outros partidos do chamado Centrão, como União Brasil e Republicanos, a campanha do PL terá menos tempo nos programas eleitorais de rádio e TV e nas inserções distribuídas ao longo das programações, do que Lula, seu principal adversário na forte polarização que marca o cenário nacional. Considerando o cenário atual, Flávio contará com cerca de quatro minutos e 20 segundos, e Lula com cinco minutos e 30 segundos.
O PL segue articulando com o Republicanos e o Podemos, na tentativa de ampliar a coligação, mas a tendência é a de que ambos liberem seus filiados. Caso nenhuma negociação prospere até quarta-feira, Flávio Bolsonaro será forçado a bancar uma chapa pura. Neste caso, entre as cotadas para vice estão as deputadas federais Bia Kicis (DF) e Júlia Zanatta (SC), nomes que agradam a ala ideológica, mas que têm pouco a acrescentar à chapa, na prática.
