Taline Oppitz

Futuro das propostas de concessões no Rio Grande do Sul é incerto

A seis meses do fim, governo tem pouco tempo para agir

Foto: Camila Cunha/CP Memória
Foto: Camila Cunha/CP Memória Foto : Camila Cunha / CP Memória

O governo do Estado já iniciou uma série de movimentos para embasar a decisão que terá de ser tomada em relação aos blocos 1 e 2 de concessões. A seis meses do fim da gestão, porém, o futuro das concessões se tornou incerto.

A leilão do bloco 2, que ocorreria no dia 10, teve de ser cancelada em função da falta de detalhes específicos na proposta. O bloco 1, que está em etapa anterior, de preparação, e que tinha previsão de lançamento do leilão entre setembro e outubro, também deverá ser revisto.

Na quarta-feira, após o cancelamento do leilão, o secretário da Reconstrução, Pedro Capeluppi, entrou em contato com o BNDES, responsável pela modelagem do bloco 2. Na próxima semana, novos contatos serão realizados.

Segundo o chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior, a definição sobre os próximos passos do governo será tomada considerando critérios técnicos, mas também o ambiente político instaurado no Estado. "Um dos pontos em análise é o de que a proposta não é economicamente atraente. Faremos um estudo técnico, mas se ampliarmos a margem, que está apertado, as resistências também serão ampliadas", disse Ranolfo, em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba.

O chefe da Casa Civil destacou, que apesar das dificuldades, o Executivo segue convicto da necessidade de concessões para garantir os investimentos necessários nas estradas, considerando as situações fiscal e financeira do Rio Grande do Sul. Ranolfo reconheceu ainda que o clima eleitoral e as posições de pré-candidatos adversários, contrárias às propostas do governo, são outros complicadores.