Taline Oppitz

Governo do Estado acerta e Assembleia aprova mudanças no IPE Saúde

Apesar do atraso e das resistências, Executivo conseguiu votos da base e e da oposição à direita

Com horas de atraso, em função da tática frustrada de servidores, de tentarem impedir a votação no plenário da Assembleia, o projeto do IPE Saúde começou a ser discutido e acabou aprovado. Antes do desfecho, a oposição à esquerda adotou a única saída possível: o revezamento na tribuna para criticar a proposta e tentar cansar colegas favoráveis ao texto. O argumento da esquerda é o de que sem reposição salarial dos servidores não há como salvar o instituto.

Apesar da sessão ter iniciado apenas às 16h, parlamentares estavam em função desde a manhã. A oposição à direita foi representada pela fala do líder da bancada do PL, Rodrigo Lorenzoni. Ele afirmou estar de acordo com o projeto e com a alíquota, mas mencionou a importância de alteração na trava do governo.

A mudança seria contemplada por uma das emendas apresentadas pelo partido. Lorenzoni defendeu que sem a mudança, os servidores com os salários mais baixos acabarão deixando o IPE para ingressar no SUS. O requerimento para a votação da emenda do PL contou com os votos favoráveis da esquerda. Mas não o suficiente. Com o quórum completo, e a manifestação contra do líder do governo, Frederico Antunes (PP), por 34 votos contra e 20 a favor, a emenda do PL foi recusada.

A partir de então, as porteiras foram abertas. O requerimento de preferência do Piratini, que derrubava as demais emendas, acabou aprovado, por 36 votos a favor e 18 contrários, placar que praticamente se repetiu no texto original de reforma do IPE, que foi de 36 a favor e 16 contrários. Os deputados Adolfo Brito (PP) e Rodrigo Lorenzoni (PL) não votaram.