O governador Eduardo Leite (PSD) lançou, nesta terça-feira, em ato no Piratini, o Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Direitos das Mulheres. A iniciativa visa fazer frente à escalada de feminicídios em território gaúcho. Apenas neste ano, 20 mulheres foram mortas. Os crimes são um desafio para todo o país, mas o Rio Grande do Sul, infelizmente, tem se destacado, e foi o estado da Região Sul com mais casos entre 2021 e 2025. Chegamos a 444, contra 429, no Paraná, e 272 em Santa Catarina, no mesmo período. Os dados constam no Retrato dos Feminicídios, estudo divulgado dia 4, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
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Entre as ações do programa lançado pelo governo gaúcho estão investimentos de R$ 71 milhões para reforçar a rede de proteção em municípios do Interior e ampliar em 3 mil o número de tornozeleiras eletrônicas para o monitoramento de agressores. O lançamento do programa ocorre após a retomada da Secretaria da Mulher, que havia sido extinta em 2015, e da criação da campanha “Não maquie, denuncie”. Os números, no entanto, continuaram crescendo.
Neste cenário, o êxito do programa “RS Seguro”, que vem apresentando sucessivas quedas nos índices de criminalidade no Rio Grande do Sul, e que se tornou vitrine nacional da gestão Leite, está sendo ofuscado pela escalada de feminicídios. A situação exigiu uma atuação mais incisiva, não apenas do Executivo, mas também de outros poderes e órgãos. Nesta terça-feira, a Assembleia dedicou as discussões e votações em plenário a propostas sobre a pauta. Foram aprovados 15 projetos de autoria de parlamentares de diversos partidos e campos ideológicos distintos.
