O desfecho em torno do destino do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no processo da tentativa de golpe de Estado, começará a ser efetivamente conhecido nesta terça-feira, às 9h, com a retomada do julgamento na Primeira Turma do Supremo.
O primeiro voto será o do relator, ministro Alexandre de Moraes. A expectativa em torno de sua manifestação foi ampliada na última sexta-feira, quando Moraes solicitou, ao presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin, mais um dia de julgamento, na quinta-feira, com duas sessões, às 9h e às 14h.
A interpretação é a de que o voto de Moraes será longo e que ele quis evitar reflexos, de tempo, nas manifestações dos colegas de Corte que virão posteriormente.
Há ainda maior expectativa especialmente em torno do voto do ministro Luiz Fux, que será o terceiro a falar e que abrirá divergências.
Intensificadas articulações sobre anistia
Paralelamente ao avanço do julgamento em direção aos veredictos, serão intensificadas, no campo político, as articulações e pressões de lideranças bolsonaristas, que ganharam o reforço de integrantes de partidos como o União Brasil e o PP, em torno da anistia.
A proposta, aliás, está a cada dia visando uma anistia mais ampla e mais irrestrita. Mais uma evidência do objetivo verdadeiro dos movimentos foi dada na sexta-feira, por Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, que está nos Estados Unidos.
“Eu sei que vocês querem tirar meu pai da anistia para poder chantagear ele e forçá-lo a escolher o candidato que vocês querem emplacar. Qualquer anistia que não seja ampla e irrestrita não será aceita”, escreveu o deputado nas redes sociais.
Na Câmara dos Deputados, a pressão está surtindo mais efeito, mas no Senado, o ambiente é distinto. Além do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), que defende uma proposta de anistia mais branda e alternativa, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, instância estratégica, o senador Otto Alencar (PSD), está alinhado a Alcolumbre.
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