Taline Oppitz

Leite é cobrado sobre falta de diversidade no secretariado

Com apenas uma mulher negra no primeiro escalão, governador afirmou a gestão terá representatividade

Secretariado de Leite reunido após primeira reunião
Secretariado de Leite reunido após primeira reunião Foto : Gustavo Mansur/ Palácio Piratini/CP

Ainda sem Lisiane Lemos, que assumirá a secretaria extaordinária de Inclusão Digital, mulher preta, a foto do secretariado de Eduardo Leite (PSDB) em seu novo ciclo vem provocando reações nas redes sociais. A crítica gira em torno da falta de diversidade. Embora haja nove mulheres nomeadas, mais de 30% do total, tanto elas, quanto os homens, são brancos.

Questionado sobre o tema, Leite afirmou que outras posições nos demais escalões contarão com pessoas que representam a diversidade, não somente racial, mas também cultural e de orientação sexual. “A gente já mapeia outras posições relevantes de governo em que estará presente essa diversidade”, garantiu. O tucano disse que é importante que o governo seja sempre provocado para ampliar estes espaços.

PP: gabinete sem status de secretaria

O gabinete responsável pela articulação com os municípios, que ficará sob comando do PP, não deverá ter status de secretaria. Pelo menos não inicialmente. Ele ficará subordinado à Casa Civil do governo Eduardo Leite. No entanto, há conversas entre o Executivo e os progressistas para que, ao longo da gestão, o gabinete seja elevado ao patamar de secretaria.

O ex-prefeito de Rio dos Índios, Salmo Dias de Oliveira, que já presidiu a Famurs, foi a indicação do PP para a vaga, mas a escolha ainda não está definida. Isto porque foi levantada a possibilidade de que o suplente Issur Koch, que com a ida de Ernani Polo para o secretariado ficou com cadeira na Assembleia Legislativa, possa assumir o gabinete. Caso o cenário se confirme, Salmo, que é o próximo suplente do partido, entra no Legislativo. São dois nomes para dois cargos. Basta fazer a escolha.