A semana será marcada por articulações do governo e também das oposições em torno das alternativas visando salvar o IPE Saúde da crise que ameaça o instituto e o atendimento de mais de um milhão de gaúchos. A expectativa é a de que o governador Eduardo Leite (PSDB) apresente aos deputados da base aliada, nesta segunda-feira, a proposta preferida do Executivo para o IPE. As mudanças envolvem alterações nas contribuições e a taxação também de dependentes, atualmente isentos. O projeto, apesar de incluir sugestões de parlamentares e entidades, que serão analisadas até o fim do mês, será um dos principais testes da gestão tucana na Assembleia Legislativa neste primeiro semestre.
Leite conta com uma base reduzida, oposição à direita e à esquerda e partidos independentes que podem se mover de forma distinta dependendo do tema em pauta. Nos corredores do Legislativo, nos últimos dias, também começaram a ocorrer movimentos que, se avançarem, podem chegar a complicar ainda mais o cenário e as discussões. Entre eles, a tentativa de criação de uma CPI do IPE. Um dos alvos preferenciais da oposição para viabilizar a iniciativa seriam três deputados do Republicanos que estariam analisando a possibilidade de assinar o requerimento de criação da comissão.
Para pressionar o governo e parlamentares, na última semana o sindicato médico anunciou a manutenção da paralisação de profissionais até o dia 2 de maio, já que o texto deve ser protocolado, em regime de urgência, no início do mês. Com a urgência, a matéria passa a trancar a pauta em plenário no prazo de 30 dias.
