O governador reeleito Eduardo Leite (PSDB) acompanhou a apuração das eleições com a família, amigos, apoiadores como a prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas (PSDB), e do companheiro, o pediatra Thalis Bolzan (ao lado de Leite na foto). O médico, formado em Vitória, acabou entrando de gaiato na campanha eleitoral quando a coligação adversária, em um dos erros mais básicos, decidiu explorar o tema da “primeira dama de verdade”.
Foi a primeira escorregada de Onyx Lorenzoni (PL), classificada como homofobia, em uma sequência que acabou marcando o segundo turno, especialmente na reta final da campanha. A resposta de Eduardo Leite foi incisiva e eficaz.
Em tempo: considerando o desempenho de Leite em Pelotas, sua terra natal e que foi comandada por ele, seu crescimento do primeiro para o segundo turno foi amplo. Na primeira etapa da disputa, o tucano havia conquistado 74.917 votos no município. Na segunda, foram 137.940, representando 63.023 votos a mais.
Antecessores perderam
Os últimos seis governadores do Rio Grande do Sul, que passaram pelo cargo antes de Eduardo Leite, não foram eleitos para nenhum novo cargo que tenham disputado até agora. Concorreram e perderam: Antônio Brito concorreu e perdeu a disputa ao Piratini em 1998 e em 2002; Olívio Dutra perdeu o governo gaúcho em 2006, e o Senado em 2014 e 2022; Germano Rigotto perdeu a briga pelo Piratini em 2006 e ao Senado, em 2010.
A ex-governadora Yeda Crusius perdeu o Executivo gaúcho em 2010 e a disputa por cadeira na Câmara dos Deputados em 2014. Acabou assumindo em 2017, no lugar de Nelson Marchezan Júnior, que foi eleito à prefeitura de Porto Alegre. A tucana perdeu a corrida pela reeleição proporcional em 2018. Tarso Genro perdeu o governo em 2014 e José Ivo Sartori em 2018.
