O presidente Lula oficializou, nesta quinta-feira, Dia da Consciência Negra, o que já era esperado. A escolha de Jorge Messias, Advogado-geral da União, para assumir a cadeira vaga no Supremo Tribunal Federal com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso.
“Faço essa indicação na certeza de que Messias seguirá cumprindo seu papel na defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito no STF, como tem feito em toda a sua vida pública”, escreveu Lula, nas redes sociais, na primeira manifestação pública após a indicação.
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Messias não era o nome favorito de ministros da Corte nem de ala do Senado, que incluí o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), que preferiam Rodrigo Pacheco.
Vários elementos pesaram na definição. A relação de Messias com Lula e com o PT é antiga, ele tem uma atuação majoritariamente técnica, é discreto, evangélico, homem e branco. A fórmula tem elementos que pesaram para o petista em escolhas anteriores.
Diante do cenário, não vingaram movimentos que visavam, por exemplo, a escolha de uma mulher para a Corte. Na atual composição do Supremo, seis dos 11 ministros foram indicados por presidentes petistas. Cármen Lúcia, a única mulher no grupo atualmente, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino foram escolhidos por Lula. Luiz Fux e Edson Fachin por Dilma Rousseff.
Confirmadas a sabatina e a aprovação do nome de Messias pelo plenário do Senado, ele será o quinto ministro indicado por Lula na composição em vigência. Três delas, a de Zanin, de Dino, e, agora, de Messias, ocorreram no atual mandato de Lula.
