Mais um ano se encerra na Assembleia com êxito do governo Eduardo Leite (PSDB). Apesar de alguns recuos, adaptações e faltas de acordo, as propostas consideradas essenciais pelo Executivo foram majoritariamente aprovadas pelo Legislativo. A mais recente, nesta quarta, em uma sessão plenária marcada por protestos e clima tenso, foi a do Piso do Magistério. Após muitas críticas e pressão, inclusive da base aliada, o texto original foi modificado e recebeu o aval da maioria dos parlamentares. O placar foi de 38 votos a favor, dois contrários da bancada do Novo e a abstenção das bancadas do PT, do PDT e do PSol. Com a adesão majoritária de aliados, os partidos de oposição, que chegaram a cogitar votar a favor, destacando sua posição crítica, puderam se abster.
Caso o desfecho fosse outro, e o texto corresse o risco de ser rejeitado, a posição seria outra. Isto porque, apesar de o texto não ser considerado suficiente pelo Cpers e por adversários do Executivo, havia entendimento de que antes aprovar um reajuste classificado como insatisfatório do que nenhum, já que no caso de derrota ou recuo do Piratini, o tema ficaria para ser discutido apenas em 2022.
O governo aprovou ainda, nesta semana, o projeto sobre a regionalização do saneamento, que precisava ser vencido de acordo com o Marco Legal sobre o tema, aprovado pelo Congresso Nacional em 2020, a matéria que estabeleceu o teto de gastos para todos os poderes do Rio Grande do Sul, última exigência do Tesouro Nacional que precisava ser cumprida pelo Piratini para viabilizar a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal, e a privatização da Corsan, entre outros. Em 2022, com a proximidade do calendário eleitoral, o cenário ficará mais complexo.
Em tempo: O único deputado ausente na última sessão plenária do ano foi Dalciso Oliveira (PSB), que está no México, em viagem anteriormente agendada.
