Taline Oppitz

Narrativas de Lula e de Trump não indicam tensionamento ou embates

Presidentes do Brasil e dos EUA se reuniram em Washington, nesta quinta-feira, sob forte expectativa

Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação / CP
Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação / CP Foto : Ricardo Stuckert / PR / CP

O tom em que ocorreu o encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos e supostos avanços em pautas estrategicamente abordadas foram divulgados por manifestações individuais e restritas, diante do cancelamento da coletiva conjunta, originalmente prevista, mas que acabou cancelada.

O americano Donald Trump, como de praxe, usou a Truth Social para se manifestar. “Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião transcorreu muito bem. Nossos representantes estão programados para se reunir e discutir certos elementos-chave. Reuniões adicionais serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, escreveu o americano.

Veja Também

Considerando o perfil incontrolável de Trump, nas redes sociais e fora delas, a publicação pode ser interpretada como um indicativo de que, se eventualmente não houve avanços efetivos no encontro, pelo menos por ora, também não há indícios de que ocorreram tensionamentos ou embates, que não raro marcam encontros do americano com líderes mundiais. Muitas vezes em frente às câmeras, em uma espécie de espetáculo de mau gosto, para dizer o mínimo.

Pelo lado brasileiro, após brevíssimas falas de ministros, Lula narrou a conversa e respondeu às perguntas de jornalistas. Lula estava descontraído e brincalhão. Classificou a reunião “de muito boa”, disse ter razões para acreditar que “Trump gosta do Brasil”. “A nossa relação é boa, muito boa. Uma relação que muitos não acreditavam. O negócio do amor à primeira vista, da química, foi isso que aconteceu”, disse Lula.