Uma das principais pautas do ano para o governo Lula, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda teve aprovação simbólica na Câmara dos Deputados. Foram 493 votos favoráveis e nenhum contrário, apesar do revezamento de parlamentares da oposição, na tribuna e fora dela, com críticas ao texto, classificado de eleitoreiro. De fato, a proposta se tornou um ativo de Lula e será uma das bandeiras estratégicas exploradas durante a campanha de 2026, mas isso não reduz sua importância e necessidade.
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O projeto precisa agora passar pelo Senado, mas as comemorações já são de uma vitória integral, devido ao ambiente favorável à iniciativa na Casa. Um termômetro foi a votação, na última semana, de texto similar ao do governo, que entrou em cena pelas mãos do senador Renan Calheiros (MDB), sendo aprovado por unanimidade e em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Econômicos.
O placar no plenário da Câmara, na noite de quarta-feira, que deve ser parecido no Senado, foi resultado de uma série de fatores e da atuação de múltiplos protagonistas. Entre eles, Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara, relator do texto e figura que mantém amplo poder e trânsito na Casa. Lula também se envolveu pessoalmente nas articulações.
O discurso de justiça tributária, com a redução dos impostos para os que ganham menos e a taxação dos que ganham mais, além de fácil compreensão e difícil contraposição, ganhou fôlego e atenção da opinião pública. Contou ainda a proximidade das eleições, que tradicionalmente deixam parlamentares mais suscetíveis ao que pensa a população.
