A volta do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ao Rio Grande do Sul, neste domingo, às 19h, para mais um ato de filiações, no Hotel De Ville, ampliou as expectativas sobre a possibilidade de manifestação sobre o escolhido para ser o representante ao Planalto. Kassab prometeu um desfecho até o fim do mês, ou seja, terça-feira. A vinda de Kassab e as filiações de Ernani Polo, que será vice de Gabriel Souza (MDB), e de Frederico Antunes, que disputará o Senado ao lado de Germano Rigotto (MDB), foram antecipadas pela coluna.
Lideranças avaliam que Kassab somente faria o anúncio sobre a decisão de quem disputará a presidência da República em solo gaúcho caso o escolhido seja o governador Eduardo Leite. O entendimento é que representaria desrespeito e descaso com Leite, Kassab anunciar, no Rio Grande do Sul, que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, levou a melhor na disputa interna. Nos últimos dias, Leite mudou o tom das manifestações sobre a disputa interna no PSD. Representantes do empresariado também intensificaram as articulações.
Nesta quinta-feira, ao comentar a situação, Leite reforçou, mais uma vez, as diferenças entre ele e Caiado. “Tenho um grande respeito ao governador Caiado, a trajetória e a jornada que ele tem, mas naturalmente aquilo que ele busca representar, já tem representante no cenário das eleições. São pelo menos dois candidatos posicionados bem à direita, tem um à esquerda, que é o presidente Lula, e está faltando o candidato do centro, que concilie as visões de mundo. E é isso que exerço na minha prática política. É o caminho que está faltando nas eleições. Tive uma boa conversa com o presidente Kassab. O jogo está aberto e estou dedicado a buscar essa indicação”, disse Leite, à Rádio Guaíba.
