Com seminário final da transição do governo gaúcho marcado para esta quarta-feira, as articulações visando a ampliação da base aliada do governador reeleito Eduardo Leite (PSDB) irão avançar. As informações tratadas na transição, no entanto, evidenciam que são inúmeros os desafios para a próxima gestão. A área da educação, definida como a prioridade entre as prioridades pelo próprio Leite, é um exemplo.
Os partidos que integram a transição elencaram uma série de sugestões que constam no relatório relativo ao setor. Entre elas, a reestruturação da Secretaria da Educação, revisão e melhoria das estruturas escolares, a ampliação das escolas em turno integral e parcerias com empresas, universidades e instituições. As propostas apresentadas pelo PSDB, MDB, Cidadania, PSD, União Brasil, Podemos, Solidariedade, PSB e PDT são detalhadas e apontam, entre outras ações, para uma das preocupações do governador reeleito: a atenção à primeira infância.
Outro item que figura em praticamente todas as sugestões, de acordo com levantamento da jornalista Mauren Xavier, é a ampliação das escolas em turno integral. O avanço na área da educação esbarra em problemas estruturais e de infraestrutura das instituições que terão de ser enfrentados. O documento elaborado pela transição sobre a área da educação conta com mais de 60 páginas. O texto é integrado pelas chamadas “devolutivas” dos partidos, que na prática são as sugestões. As propostas não necessariamente serão incorporadas ao plano de governo para o próximo mandato, mas serão discutidas e debatidas com aliados e técnicos, que integram o grupo, sob a supervisão de Leite e de seu vice, Gabriel Souza (MDB).
