Chega ao fim às 22h deste sábado, véspera do primeiro turno, uma das campanhas mais dispersas e medíocres dos últimos tempos. Em que escândalos como o do banco Master, do qual ainda não se tem a dimensão concreta, e a crise protagonizada por ministros do Supremo, que desmoraliza a mais alta Corte do país e gera insegurança jurídica com a sucessão de decisões monocráticas divergentes, sequestraram a pauta eleitoral. E deixaram as propostas sobre os rumos para o Brasil em segundo plano.
Neste domingo, os eleitores passam de meros espectadores a protagonistas do processo democrático. Ainda há tempo para a análise da vida pregressa e da trajetória dos candidatos majoritários e proporcionais, que irão compor os legislativos. Em caso de êxito do candidato, a cidadania, por meio de cobranças e fiscalização precisa ser exercida.
O voto é um direito ímpar, mas também é poder e responsabilidade que não acaba após a confirmação da escolha na urna eletrônica e se estende por quatro anos. E vale exercê-lo.
Barbas de molho
As novas composições da Câmara dos Deputados e do Senado serão conhecidas neste domingo. A depender do mapa de forças que sairá das urnas, ministros do Supremo Tribunal Federal deverão, como diz o ditado, colocar as barbas de molho.
