Iniciativa considerada improvável até pouco tempo, a PEC do fim da escala 6X1 avança a passos largos no Congresso Nacional. Especialmente nos últimos dias, o cenário foi ficando cada vez mais favorável à aprovação, até chegar ao ponto de se tornar irreversível. O termômetro foi a votação do parecer favorável à PEC e o placar na comissão especial. Foram 34 votos a favor, inclusive de críticos de iniciativa, e quatro contrários.
Até o início da noite desta quarta-feira, a estimativa é a de que a PEC passará com ampla margem no plenário da Câmara, que precisa avalizar o texto em dois turnos. Confirmado o cenário de aprovação com folga na Câmara, o foco passa a ser o Senado. Por lá, o ambiente não é tão favorável, mas, por ora, especialmente em função do ano eleitoral, o risco de revés é remoto.
Apesar das críticas e de manobras da oposição, e de alertas de setores empresariais, governistas contabilizam a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala de trabalho 6x1 como mais um ativo eleitoral de Lula, que está em busca do quarto mandato na presidência da República, ao lado de outras pautas, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e a cobrança gradativa para quem recebe até R$ 7.350.
