O governo do Estado anunciou nesta quinta-feira o plano para qualificar a infraestrutura escolar do Rio Grande do Sul. O detalhamento mostrou a situação das mais de 2,3 mil escolas que estão sob gestão do Executivo estadual. O documento apontou as carências, muitas já conhecidas, da infraestrutura. Ao mesmo tempo, a apresentação chega tarde para conseguir reverter a situação de algumas delas, assim como o anúncio de R$ 30 milhões para as obras necessárias.
Isso porque esse detalhamento ocorre faltando menos de uma semana para as aulas na rede pública estadual começarem. Levando em consideração que desde a transição esse levantamento estava em andamento, a verdade é que demorou. E chegou atrasado.
A prova disso é que o diagnóstico apontou que 176 escolas estão em situação de urgência e cujas intervenções vão impactar na qualidade do início das aulas. Além das duas que serão interditadas, obrigando a transferência dos alunos de local. Porém, o dado mais alarmante é que 1.898, praticamente 82% do total das escolas, apresentam necessidades de maior complexidade, como reforças elétricas e hidráulicas e obras paralisadas. Caso fosse um governo diferente que estivesse assumindo agora, esse diagnóstico poderia ser considerada uma “herança maldita”.
Agora é preciso acompanhar se a subsecretaria de Obras da Educação, resultado da relação integrada das secretarias de Educação e de Obras Públicas, irá efetivamente acelerar as intervenções.
