A reforma no secretariado do governo Sebastião Melo (MDB), que irá ocorrer em janeiro, tem como base o desembarque, no final do mês, dos secretários da Mobilidade Urbana, Luiz Fernando Záchia (MDB), e do Esporte, Kiko Pereira (Republicanos). As mudanças, no entanto, podem não parar por aí. Conhecido pela energia em toda sua trajetória política, Melo, agora estreando no Executivo, comandando Porto Alegre, um sonho que acalentava há anos, supervisiona de perto o desempenho dos integrantes da administração, especialmente os do primeiro escalão.
Por meio de um sistema interno de comunicação utilizado na prefeitura, o emedebista está sempre em contato direto com os secretários, acompanhando o cumprimento de metas e de prazos para que as ações sejam colocadas em prática. Alguns, que não tinham exercido atividades públicas, surpreenderam Melo positivamente. “Estão voando alto”, disse. Outros, porém, têm decepcionado o prefeito. Nas mensagens, Melo estabelece prazos que podem ser questionados pelos secretários, desde que seja apresentada nova data para a iniciativa sair do papel.
As atuações distintas dos integrantes do primeiro escalão não passarão em branco na reforma que está por vir. O quebra-cabeças envolve ainda, como antecipado pela coluna, uma maior aproximação com o PSDB, que será convidado a fazer parte do governo em pasta estratégica, e a liderança na Câmara, atualmente exercida por Idenir Cecchim (MDB). Ele assumirá a presidência do Legislativo Municipal em 2022 e quando deixar o cargo, segundo Melo, já tem lugar garantido e de destaque no Paço.
Em tempo: um dos entraves para que Clàudio Janta emplaque como líder do governo é a proximidade, em nível nacional, de seu partido, o Solidariedade, com Lula.
