Taline Oppitz

‘Precisamos estabelecer hierarquias’, diz Pimenta, sobre pedido do Piratini de recursos para despesas ordinárias

Ministro garantiu ainda que medidas para que as empresas honrem as folhas de pagamento de junho estão sendo negociadas

Segundo Pimenta, o governo federal já colocou em prática ações que garantem fôlego à economia gaúcha
Segundo Pimenta, o governo federal já colocou em prática ações que garantem fôlego à economia gaúcha Foto : Lucas Leffa/PR/CP

Ministro de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta (PT) não deu sinalização positiva a uma das reivindicações classificadas como prioritárias pelo governador Eduardo Leite (PSDB), da necessidade de liberação de recursos, pela União, para auxiliar o Estado com despesas ordinárias, em função da queda na arrecadação.

Segundo Pimenta, o governo federal já colocou em prática ações que garantem fôlego à economia gaúcha. “Todos podem pedir. Todos os setores estão fazendo reivindicações, mas precisamos estabelecer hierarquias. Já suspendemos os pagamentos dos serviços mensais da dívida por três anos, em transação que totalizará R$ 11 bilhões. Liberamos, até agora, mais de R$ 1 bilhão somente no acesso a recursos do FGTS. Esses valores irrigam a economia”, disse Pimenta, durante entrevista ao programa “Esfera Pública”, da Rádio Guaíba.

Em relação a outra pauta classificada como prioritária, de garantir fôlego imediato para que as empresas honrem as folhas de pagamento de junho, Pimenta destacou que medidas neste sentido já estão sendo negociadas. O ministro defendeu, porém, que empresas foram atingidas em níveis distintos, dentro das mesmas cidades, como em Porto Alegre, por exemplo, que teve o estado de calamidade reconhecido. “Algumas empresas, como no bairro Sarandi, ainda estão inundadas. Outras, sequer foram atingidas pela água diretamente. Situações distintas precisam ser tratadas de formas distintas”, ponderou Pimenta.