O governador reeleito, Eduardo Leite (PSDB), acompanhado do vice, Gabriel Souza (MDB), fez o primeiro anúncio sobre a composição do próximo Secretariado. A confirmação da permanência de Artur Lemos (PSDB) no comando da Casa Civil não representou nenhuma surpresa. “É uma posição que exige capacidade técnica e política. E o Artur (Lemos) já mostrou que tem”, disse Leite.
Antes de assumir o comando da Casa Civil, Lemos atuou como secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura. No cargo anterior, foi responsável pela coordenação e negociações envolvendo as alterações no Código Ambiental, que após amplas polêmicas acabou aprovado pela Assembleia, em outubro de 2019.
Lemos assumiu a Casa Civil em fevereiro de 2021. Sucedeu no cargo Otomar Vivian (PP), com bem mais tempo de corrida política, decisão que levou, à época, a incertezas entre aliados sobre o desempenho de Lemos, que acabou dando certo. A dobradinha entre ele e o deputado Frederico Antunes (PP), líder do governo no Legislativo, foi exitosa e deve ser repetida.
Frederico, que não seguiu a orientação de seu partido, de apoiar Onyx Lorenzoni (PL) no segundo turno, foi citado por Leite e deve ser confirmado nos próximos dias para a liderança. No ato de anúncio da permanência de Lemos, Leite reforçou a necessidade de reestruturar o governo para avançar, mas destacou que a pauta legislativa não deverá contar com temas polêmicos, o que facilitará o trabalho dos articuladores, que terão base inferior à atual para negociar.
Além de Lemos, há mais secretários e integrantes de cargos estratégicos que devem permanecer na quota pessoal do tucano. Entre os cogitados, estão Arita Bergmann, na Saúde, Leonardo Busatto, na Fazenda, Claudio Gastal, no Planejamento, Raquel Teixeira, na Educação, Eduardo Cunha da Costa, na PGE, Alsones Balestrin, na Inovação e Beatriz Fagundes, na Cultura. Se confirmadas, apenas com as permanências, já são sete cargos de primeiro escalão fora da mesa de negociações. Em tempo: ainda há o atual governador, Ranolfo Vieira Júnior, que só não fica no Executivo se não quiser.
O quebra-cabeça progressista
Quando aceitou integrar o governo Leite, apesar de ter apoiado Onyx no segundo turno, o PP elencou secretarias que seriam de seu interesse. Entre elas, Saúde, Agricultura, Desenvolvimento e Inovação. O deputado eleito Marcus Vinícius deve ser confirmado para o primeiro escalão, abrindo vaga na Assembleia para o suplente Issur Koch. Para garantir cadeira na Câmara dos Deputados para Sérgio Turra, que ficou na suplência, um dos federais eleitos pode ser confirmado na pasta da Agricultura. Anteriormente a secretaria foi comandada por Covatti Filho e, em seguida, por sua mãe, Silvana Covatti.
