O PSDB, que sofreu um baque com o desembarque do governador Eduardo Leite, que se filiou ao PSD, e que levará com ele uma série de tucanos, tem pela frente, como um dos principais desafios, atingir a cláusula de barreira para viabilizar a sobrevivência e a retomada da relevância.
O cenário ficou ainda mais adverso diante do fracasso das negociações que envolviam a tentativa de fusão com o Podemos. O presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, tem percorrido o país costurando estratégias eleitorais para 2026.
No Rio Grande do Sul, os reflexos do desembarque de Leite seguem ocorrendo nos bastidores. Diversos tucanos já seguiram o governador, alguns aguardam a janela partidária de 2026, e outros ainda calculam e negociam se valerá a pena migrar ou permanecer no partido.
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Em meio aos movimentos, foi lançada a pré-candidatura da presidente estadual do PSDB, Paula Mascarenhas, ao Piratini. Secretária extraordinária de Relações Institucionais do governo Leite, Paula reconhece que o partido foi vítima da polarização e sustenta que irá trabalhar para que o PSDB retome sua representatividade.
“Neste contexto, surge minha candidatura. Além de atuar para a ampliação do partido, temos esse legado a defender, das gestões Eduardo Leite”, disse a dirigente, em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba.
Questionada sobre os movimentos em torno da filiação do prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata, atualmente no PDT, na condição de pré-candidato, Paula afirmou que ele será bem-vindo para uma conversa na executiva estadual.
“Maranata esteve com o comando nacional, com o presidente Perillo, que apoia minha pré-candidatura. Não existe isso de decisão de cima para baixo, goela abaixo. Dependemos ainda do alinhamento dele com nossas bandeiras. Se Maranata quiser conversar, estarei esperando com um cafezinho”, disse Paula.
