A seis dias da data marcada pela executiva estadual, para que o diretório do MDB gaúcho defina o pré-candidato do partido ao Piratini, o racha interno subiu mais um degrau. Ala de líderes contrários ao lançamento do deputado estadual Gabriel Souza estão trabalhando na construção de uma moção. O texto deve abordar questões do estatuto partidário na tentativa de minar a decisão da executiva sobre como será escolhido o representante do MDB.
O tema foi tratado em reunião nesta segunda-feira e deve ser concluído em novo encontro nesta terça-feira. Entre os agentes que integram o movimento estão José Fogaça, Marco Alba, Sebastião Melo e Osmar Terra. O grupo trabalha para que a decisão do representante do MDB na disputa ao Piratini ocorra por meio de eleição direta, ou seja, com a participação dos filiados.
Há, no entanto, pano de fundo que deflagrou a guerra interna emedebista. Não apenas declarações públicas do governador Eduardo Leite, que deixou clara sua preferência por Gabriel Souza, mas ainda movimentos de que ele estaria realizando nos bastidores em torno da formação de uma chapa, já com alguns nomes definidos, como o de Ana Amélia Lemos, que se filiou ao PSD, para concorrer ao Senado.
“É um absurdo! Isto nunca aconteceu. Além de a escolha ocorrer por um grupo de apenas 70 pessoas, o MDB e nosso representante não podem se tornar um puxadinho das vontades e do ego do senhor Eduardo Leite”, disse Osmar Terra em entrevista ao programa ‘Esfera Pública’, da Rádio Guaíba.
Neste cenário de racha, as informações que correm nos bastidores são uma ameaça inclusive aos planos do deputado Alceu Moreira, que está fardado para concorrer. Entre elas, a de que a verdadeira intenção do grupo contrário a Gabriel é a de não lançar candidato próprio, mas sim apoiar a pré-candidatura do ministro Onyx Lorenzoni (PL), ao Piratini. Um ato hoje oficializará a presença do ministro na eleição ao executivo estadual.
