O prefeito Sebastião Melo (MDB) e o vice, Ricardo Gomes (Dem), realizaram a primeira reunião com os vereadores de partidos aliados. Na pauta, a Reforma Administrativa enviada à Câmara com votação prevista em sessões extraordinárias amanhã e sexta-feira. Segundo a proposta, serão 19 secretarias, três a mais do que a estrutura atual. Serão oito órgãos da administração indireta e duas secretarias extraordinárias, uma delas já implementada, de Enfrentamento do Coronavírus.
A reforma prevê a extinção de um cargo de secretário extraordinário e de 11 vagas de CC5. Também ocorrerá equiparação nas remunerações dos secretários adjuntos, que passarão a receber por subsídio fixo, sem gratificações, como já ocorre com os titulares. Atualmente, alguns adjuntos ocupam cargos de CC, podendo receber gratificações, o que leva a remunerações superiores às dos secretários.
Nas mudanças, duas secretarias serão divididas: a de Planejamento e Administração e a de Obras e Mobilidade. Será criada ainda a pasta de Regularização Fundiária e Habitação, responsável pelo Demhab, e recriada a de Esporte e Lazer. Segundo Melo, as alterações não terão nenhum impacto orçamentário e visam melhor funcionamento, com entrega de serviços mais qualificados. O texto não terá problemas em ser aprovado no plenário da Câmara, apesar das críticas da oposição.
Segundo o líder do grupo na Casa, Pedro Ruas (PSol), não há crença na afirmação de que as mudanças não terão impacto financeiro e os votos da oposição serão contrários. Melo conta com uma base ampla, o que não significa, no entanto, que resistências estão excluídas do cenário no curto prazo. Por ora, a proposta com maior potencial polêmico é a da Reforma da Previdência, estipulada como prioridade, mas que ainda não chegou ao Legislativo.
