O fim do ano chegou. As festas de Natal e de Ano Novo estão aí. O ano de 2021 foi marcado por perdas, mas também por esperança, em função do avanço da vacinação. Quando parte da população e de agentes públicos de todo o planeta começavam a relaxar, porém, veio do continente africano a notícia de uma nova variante da Covid, que já se espalhou pelo mundo.
Neste ano, assim como em 2020, a pandemia e a vacinação, apesar das descobertas identificadas pela comunidade científica mundial, seguem sendo politizadas. Em 2022, infelizmente, não há indicativos de que o cenário será diferente. Pelo contrário. A proximidade do calendário eleitoral tende a acirrar ainda mais os ânimos, na política e fora dela. Com a chegada de janeiro, as atenções de lideranças e de partidos irão se voltar e se intensificar visando alianças e composições.
O Brasil deve vivenciar uma das disputas mais decisivas, emblemáticas e bélicas dos últimos tempos. A Justiça Eleitoral, que em 2018 ficou de joelhos diante da imposição de fake news e do uso maciço e errático das redes sociais, espera-se tenha aprendido a lição. Democracia se faz com liberdade, respeito ao diferente e com verdade. O desafio para que a sucessão presidencial não se torne uma carnificina e que as pautas que realmente importam à população sejam tratadas é uma tarefa de todos. De líderes políticos, de partidos, de candidatos, das instituições e, sobretudo, da consciência do eleitorado sobre seu papel de protagonista.
