Taline Oppitz

Retorno em meio a resistências

Apesar da liberação, abertura é tímida


Pela segunda semana consecutiva, o mapa preliminar do modelo do Distanciamento Controlado não recebeu pedidos de reconsideração por parte de municípios e de associações regionais. Divulgado na sexta-feira, o mapa preliminar classificou apenas a região de Santa Maria em bandeira vermelha, de alto risco de contágio para o coronavírus. As outras 20 regiões estão em bandeira laranja, de risco médio. Entre elas, Porto Alegre, que a partir de hoje retomará as aulas presenciais, pela Educação Infantil, terceiro ano do Ensino Médio, Educação Profissional e EJA. A retomada, ainda tímida, foi viabilizada por alteração na regra anterior estipulada no Distanciamento Controlado, de que a volta poderia ocorrer apenas em regiões que estivessem no mínimo duas semanas em bandeira amarela e laranja. Porto Alegre completa hoje 10 dias na classificação laranja. O retorno das aulas presenciais tem gerado resistências especialmente de professores e servidores de escolas, nos níveis estadual e municipal. A situação não é exclusividade da Capital. A volta às aulas se impôs como um dos principais desafios de gestores em todo o Brasil e em outros países. Sindicatos de professores não descartam a realização de paralisações e de ações na Justiça. No dia 8, o Cpers realiza assembleia geral extraordinária, pela primeira vez em meio digital, para consolidar a posição contra o retorno previsto, na rede estadual, para o dia 20. Outra polêmica que marca o cenário foi o anúncio, pelo Piratini, de novo decreto, que permitirá a liberação de mais atividades no Rio Grande do Sul a partir desta semana, como eventos de maior porte. As regras para a volta de atividades como as culturais, feiras e shows serão válidas para municípios que se localizam em regiões com bandeiras amarela e laranja, foram vinculadas e poderão ocorrer apenas em municípios que já tenham estabelecidos os protocolos sanitários essenciais ao retorno às aulas. O presidente da Famurs e prefeito de Taquari, Maneco Hassen, classificou a posição sustentada pelo Executivo como chantagem.