Os projetos de reestruturação da máquina administrativa e o de alterações em pagamentos foram apresentados aos deputados pelo governador reeleito, Eduardo Leite (PSDB), e seu vice, Gabriel Souza (MDB). O documento abordou as principais conquistas até aqui, destacando que o desafio nos últimos oito anos foi fiscal, ou seja, englobando também a gestão do emedebista José Ivo Sartori.
Segundo o texto, o foco agora é melhorar a performance, o que exige nova estrutura. Serão 27 secretarias, considerando a PGE, a Casa Militar e uma pasta extraordinária. Será extinta a secretaria Extraordinária de Relações Federativas e Internacionais e um cargo de secretário extraordinário. Será criada a pasta de Parcerias e Concessões, o que indica a aposta do apoio do setor privado de forma mais incisiva neste segundo mandato.
A secretaria do Trabalho, Emprego e Renda passa a ser Trabalho e Desenvolvimento Profissional. Quatro áreas passarão por divisões. Obras e Habitação será dividida em Obras e Habitação e Regularização Fundiária. A pasta de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural será fracionada em Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e Desenvolvimento Rural. Os setores de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo e de Igualdade, Cidadania, Direitos Humanos foram, no texto, divididos em Sistemas Penal e Socioeducativo, Justiça, Cidadania e Direitos Humanos.
As mudanças evidenciam prioridades. Como já esperado, a educação será incluída entre os órgãos que recebem gratificação conferida a servidores efetivos de carreiras transversas. Serão 60% sobre o vencimento básico. O magistério contará ainda com um novo plano de carreira e a promessa é de uma revisão geral de 6%. A forma encontrada para ampliar a remuneração foi a alteração nos valores e na concessão das Funções Gratificadas, como antecipado pela coluna, visando qualificar os servidores e os escolhidos para cargos estratégicos com vencimentos mais atrativos.
