A Câmara de Porto Alegre aprovou a formação de 104 frentes parlamentares. Levando em consideração que são 35 vereadores, em um cálculo simples, são basicamente três frentes para cada um dos integrantes. Sim, cada grupo é apresentado por um vereador, que acaba por ganhar protagonismo e espaço para discutir pautas ligadas aos seus mandatos. E são necessárias tantas?
Em uma olhada rápida na lista total que foi publicada no site da Câmara, há grupos com temáticas específicas, que até podem justificar a formação de uma frente para discussão de tal problemática. Porém, outras são genéricas e que poderiam ter os seus temas debatidos nas próprias comissões permanentes.
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Além disso, alguns tópicos de debate que são bem similares – saúde, por exemplo – tem seis frentes com variações. Educação, cinco. Outro caso é o do “empreendedorismo”. Fernanda Barth (PL) apresentou a da “Orla, Empreendimentos e Navegabilidade”; Comandante Nádia (PL), a presidente da Casa, a do “Empreendedorismo e Desburocratização”, e Natasha Ferreira (PT), a da “Defesa do Pequeno Empreendedor”.
O questionamento sobre a necessidade de tantas frentes não é pela legitimidade de uma causa ou de outra. Ao contrário, todas são válidas. Mas recai na efetividade da sua execução, contribuição, tempo e, obviamente, nos recursos destinados.
Em tempo: tópico similar de reflexão vale para a Assembleia Legislativa.
