Considerado favorito na disputa pela presidência da República, desde quando terminou o primeiro turno em vantagem em relação a Lula (PT), de pouco mais de 2,2 milhões de votos, Flávio Bolsonaro e seus aliados foram surpreendidos pela derrota. A vitória era considerada certa e cristalina, tanto que nos primeiros dias após 4 de outubro, Flávio chegou a anunciar nomes que teriam sido convidados para integrar seu ministério.
Flávio foi ungido pelo pai, Jair Bolsonaro, como seu representante na disputa pelo cargo mais alto da República. Começou desacreditado inclusive por parte de aliados. Mas o peso do sobrenome, a herança eleitoral de Jair, a polarização do país e o antipetismo auxiliaram no desempenho do primogênito do ex-presidente.
A soberba, porém, foi um dos erros de Flávio e de seus aliados, não apenas pela vantagem em relação a Lula na primeira etapa da disputa, mas também em função dos resultados do PL nas eleições proporcionais e ao Senado. Mas em eleições, especialmente presidenciais, nunca se deve subestimar o adversário. Mais ainda quando se trata de Lula.
